terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Assim sou
Jadir V. Soares
Falar sem ter o que dizer
Pensar sem saber o que fazer
Viver, sem ter o que amar
Não sou assim
Mas vivo assim
Penso como o fogo
Amo como a lua
Choro como as nuvens
Sonho como o sol
Pudestes dizer
Que sou tudo e nada
Mas digas apenas
Que sou simples palavras
Devolva-me
Jadir V. Soares
Eu queria ser o sol
A lua, a terra, a água e o ar
Eu queria ser a brisa
Que a teus cabelos vive a soprar
Eu queria ser
Um átomo de poeira
Para em tua pele me aconchegar
E assim para onde fores
Terias que me levar
Eu queria ser um sonho
Para teu sono vigiar
Eu queria ter um coração
Só para poder te amar
Mas agora é impossível
Pois meu coração
Fizeste o favor de roubar
“ _Devolva-me!
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Ausência
Jadir V. Soares
Se fecho meus olhos
E tapo meus ouvidos
Só vejo teu rosto
Só ouço sua voz
Se prendo a respiração
Só sinto o pulsar do seu coração
Se bato palmas
Ouço o estralar de suas mãos
Em todas as estrelas
Vejo seus olhos
Em todas as flores
Sinto seu perfume
Em tudo que vejo
Vejo você
Em tudo que sinto
Sinto você
Só não te sinto quando estou só
Distante de você
Pois só, só o que sinto
É essa imensa vontade de te ver
Cala-te o peito
Jadir V. Soares
Cala-te ó peito
Não chores pois não tens direito
Cala-te
Não manifeste tua dor pois não serás consolado
Cala-te o peito , cala-te
Não balbucie sentimento
Pois não há quem queira ouvir seu lamento
Cala-te o peito, cala-te
Cala-te pois és tão só
Sem ponta nem nó
Sem partida ou chegada
Nem meio nem fim
Cala-te o peito, cala-te
Cala-te pois daqui para frente será assim
Eu pra você e você pra mim
Doces olhos
Jadir V. Soares
Doces olhos que encantam meu olhar
Perplexo fica meu coração a te admirar
Bate calmo transtornado
Quase a parar
Quando de te tenho que me afastar
Eufórico acelerado meio que descompassado
Quando se aproxima a hora de te encontrar
Angustiado, passo a noite acordado
Esperando o dia raiar
Para então poder te encontrar
E assim emocionado como um poeta enamorado
Poder admirar
Toda a beleza de teus doces olhos verdes a me olhar
T. ad.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Águas serenas
Jadir vitor
O despertar do conhecimento
Traz ao coração um sentimento
Meio de alivio
Meio de tormento
Que faz na vida um novo movimento
Como uma caravela ao vento
Deslizando pelas águas turvas e frias
Ora turbulentas ora serenas
Águas que levam a duras penas
O desenvolver da vivencia
E constrói como que em ladrilhos
Uma esplendorosa experiência
Formando um ser repleto
Perfeito em sua essência
Caminhando sozinho
Jadir vitor
Faço do conhecimento meu alivio
Meu martírio é você
Faço da busca incessante
A cura para a imensa vontade de te ver
Deixo meu coração voar entre olhares
Entre sorrisos em todos os lugares
Mas prendo-me às lembranças do teu abraço
Que tanto aliviou meu cansaço
Levo-me então de volta ao passado
E recordo do tempo que vivi ao teu lado
Busco de novo meu caminho
E sigo as trilhas do conhecimento
Caminhando sozinho
Amor de flor
Jadir V. Soares
Deixe que as flores falem por você
Deixe que as flores cantem por você
Mas não deixe que as flores
Chorem por você
Pois a lagrima de uma flor
É lagrima de dor
E a dor de uma flor
É dor de amor
E o amor de uma flor
É um amor infinito
É um amor sincero
Um amor bonito
Amor sem temor
Amor sem vaidade
Amor que eu quero
Amor de verdade
Amor jamais visto
Amor jamais sentido
Amor sem restrição
Onde tudo é permitido
Amor esperançoso
Amor que nunca desiste
Amor igual ao meu
Que só por ti existe
Lamentos de um só
Jadir V. Soares
A vida me deu de presente o dom de ser sozinho
Me deu também a falta de carinho
Condenou-me a amar sempre a quem não me ama
E não me permite amar a quem me ama
Como podes ser tão cruel vida minha
Porque me fazes sofrer tanto
Será porque escrevo poesias
Ou porque às vezes canto
Não percebes que por ser sozinho
É que sofro tanto
Envie-me uma fada para desfazer esse encanto
Ou me de um motivo para viver por enquanto
Não lhe peço o poder da natureza
O que lhe peço é um motivo
Para eliminar da minha vida a tristeza
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